Planejar é fácil, difícil é fazer

Você é desse time? Consegue parar e pensar, estudar opções, tomar decisões sobre o que fazer, organizar a sequencia das ações, estipular datas, ver recursos, enfim, montar um plano? Parabéns, meio caminho andado.

Mas se você tem dificuldade em tornar esse imaginário de ações futuras em fatos reais, pare! Pare novamente e pense. Pense no que pode estar errado. Seguem alguns itens para ajudar a sua reflexão:

1 – Reveja o planejamento. Foi feito com dados confiáveis? Suas fontes são primárias?

2 – Como você lidou com as incertezas? Estudou diferentes opções para lidar com elas?

3 – Verifique se os recursos planejados estão disponíveis ou ao alcance.

4 – Tem objetivos e metas no seu planejamento? Porque uma coisa é saber O QUE fazer, outra é, além disso, QUANTIFICAR e DAR PRAZOS.

5 – Seu planejamento tem um organograma de acompanhamento?

6 – Sabe onde está a sua CORAGEM? Coloque-a bem na frente do peito, junto ao coração.

Pronto! Essa meia dúzia de dicas vai tornar bem mais fácil fazer o seu planejamento acontecer. Confie!

Tempo? Cada cliente tem o seu

Nunca temos tempo para nada. E seguimos nos atrasando. No mundo do empreendedorismo deixar o cliente esperando ou não cumprir o prazo prometido pode ser fatal!

Como tentamos resolver isso? Ou ignorando o problema (pior opção!), ou chamando mais gente para as tarefas, ou comprando softwares caríssimos de gestão (aumento de custos!), ou estendendo as horas de trabalho, varando madrugadas (olha a saúde indo para o brejo!), ou colocando em ordem o que é urgente e o que é importante (ordem de prioridade – é a melhor opção!).

Porém, aqueles que seguem o que chamamos aqui de melhor opção, às vezes esquecem que cada cliente tem o seu tempo. Organizamos os processos internos, fazendo cada serviço ou separando cada produto de acordo com o dia da compra ou fechamento do contrato. Poucas vezes levamos em consideração o tempo do cliente. O verdadeiro tempo do cliente. Clientes que efetivamente precisam do produto ou serviço antes, devem receber antes. Clientes que dependem de outras atividades/compras para que possam utilizar o seu produto ou serviço, devem receber depois. Cada caso é um caso.

Artesãos sabem muito bem perceber esse tempo do cliente. E colocam o prazo de entrega geralmente baseado nessa percepção. Entregam o mesmo produto/serviço em 2 ou 20 dias, dependendo do tempo do cliente. Enquanto isso, internamente, vão organizando seus processos de forma a concatenar a produção e entrega com o tempo percebido de cada cliente. Que tal seguirmos essa experiência de sucesso dos artesãos?

Na hora de definir o prazo de entrega, concentre-se no seu cliente, nas necessidades dele. Você vai identificar os que precisam em menos tempo do produto/serviço, os que precisam em um tempo mais estendido, os que dizem que precisam já, porém é claro que não, e também aqueles que dizem não ter pressa mas você percebe claramente que é melhor ele receber logo. E, se no caso do seu negócio, o número de clientes for alto demais, não permitindo essa individualização, crie grupos, classifique-os de acordo com a percepção de tempo percebida.

Experimente essa dica e veja como seus atrasos vão diminuir sensivelmente.